This video is a personal reflection by Letícia Sother on aspects of her life that she is choosing to remove or change as she navigates her early thirties. She discusses the importance of aligning daily routines with personal needs and desires for a more fulfilling life. The video is divided into sections focusing on what to keep in mind, things she wants to remove from her life, and things she wants to maintain.
Se a nossa rotina não faz sentido, é como se a vida não fizesse sentido, porque a rotina é a vida sendo vivida. Eu tô recomeçando minha vida aos 31, ou pelo menos parte dela. E tá sendo um trabalho intenso de entender o que que eu quero ou não quero pra minha vida. E eu não tô falando aqui de objetivos materiais, tipo, sei lá, comprar carro, comprar casa. Também não tô falando daqueles sonhos distantes, tipo visitar o Japão, apesar de eu querer sim todas essas coisas, visitar o Japão, comprar carro, comprar casa. O exercício que eu tô fazendo é de realmente entender quais são as minhas necessidades, que que eu preciso, que que eu quero para mim no meu dia a dia, o que que eu preciso ter, fazer ou receber para ter uma vida mais legal de viver. Queimou tudo, tá? Tipo um poema. E nesse processo eu tenho percebido que tem coisa que não faz sentido estar mais na nossa vida, tem coisa que não merece nosso tempo, nossa energia, até porque a gente precisa desse espaço para dar lugar para as coisas que realmente importam.
Nesse processo de entender então o que que sai, o que que fica, o que que entra, eu tô tentando ter algumas coisas em mente. Primeiro, eu tô fazendo questão de me lembrar o tempo inteiro que a vida acontece na rotina. A vida acontece hoje, entendeu? O que que eu quero dizer com isso? Às vezes a gente fica esperando o momento certo para fazer as coisas que a gente quer, né? E de novo, não tô falando necessariamente de sonhos, de grandes objetivos. Tô falando de coisas na rotina mesmo, assim, ah, em algum momento, quando, sei lá, essa fase aqui passar, eu vou conseguir ler com mais frequência. Eu vou ler todos os livros que eu quero. Eu vou assistir todos os filmes que eu quero. Eu vou ter aquele hobby, eu vou ter tempo pra minha família, vou ter tempo pros meus amigos. Mas é muito doido como que parece que o momento ideal pra gente focar nas coisas que são importantes pra gente, parece que esse momento não não chega nunca. Sempre tem alguma coisa que a gente pode melhorar na nossa gestão do tempo, na nossa condição financeira, sei lá, pra gente finalmente dar espaço para essas coisas que a gente quer fazer. Vamos combinar, né? A tendência é trabalho ocupar a nossa vida e a nossa cabeça o tempo inteiro. Só que acontece que é isso, assim, a a vida é agora, entendeu? Se a gente fica esperando o momento ideal para começar aquele hobby novo, por exemplo, a chance da gente nunca começar é muito grande. E por que que a gente não pode começar agora se a vida tá acontecendo agora, sabe? Enfim, eu tô entendendo que a minha rotina tem que ser agradável para mim agora. Não que a gente não tenha fases ruins, não é isso. Mas assim, eu eu quero me esforçar o máximo que eu puder paraa minha rotina fazer sentido para mim no momento que eu tô vivendo agora, porque vai saber o que que vai acontecer amanhã.
Outra coisa que eu tô tentando manter assim na minha cabeça é que quem define as nossas necessidades é a gente. Eu acho muito difícil separar o que que a gente de fato precisa com o que a gente pensa que precisa, porque a gente é muito ensinado desde sempre, né, sobre as coisas que a gente deve querer na vida. Um bom exemplo disso é filhos. Não acredito que eu tô me expondo aqui dessa forma, esse assunto que eu levo apenas para terapia, mas é só um exemplo, não tô colocando para debate não. Eu aqui no Alto dos meus 31 ainda não decidi se eu quero ter filho ou não. E eu consigo perceber que tem uma coisa muito enfiada na minha cabeça assim sobre ter ou não ter. Eu eu ia falar que a gente é muito incentivada a sempre ter, né, desde sempre e tal, mas na verdade no meu círculo, eu acho que no meu círculo de amigos e de consumo de conteúdo, eu acho que inclusive tem até um pensamento contrário, sabe, sobre como que o certo é não ter filhos. E, enfim, na hora que eu penso sobre isso, eu faço esse esforço assim, sabe, de separar o que que são argumentos e desejos e necessidades vindos de fora e o que que tá vindo de dentro mesmo. Eu acho muito difícil. Um exemplo menos polêmico aqui é, sei lá, tempo de descanso. Uma pessoa pode falar para você que para ela descansar uma hora por dia é suficiente ou dormir 5 horas por noite é suficiente. E aquela pode ser a realidade dela, apesar de que a gente sempre pode contestar esse negócio de dormir 5 horas por noite, mas enfim. E aí você pode acabar se cobrando assim que, ah, eu deveria conseguir dormir só 5 horas por noite também, porque eu preciso ser mais produtiva e eu tenho essa necessidade. E às vezes o seu tempo de descanso é diferente. Às vezes você precisa dormir, sei lá, 10 horas por dia e a gente fica se pressionando, sabe, a caber num molde de outra pessoa, no molde que é imposto, sei lá, e a gente esquece de parar para entender exatamente qual que é a nossa necessidade, o que que eu preciso fazer, eu, Letícia, enfim, esse é um assunto com bastante camada. Eh, mas não é o o tópico do vídeo, né? Quais são as suas necessidades. Inclusive, é um tema que eu ainda tô elaborando dentro da minha cabeça. Quem sabe no futuro não vira o vídeo. A gente tá aqui para falar sobre o que entra e o que sai e o que fica na minha vida, no meu reset, porque talvez essas coisas façam sentido para você também. Tendo em mente então que a gente tá falando aqui sobre ter uma rotina que eu goste mais de viver, vamos começar então com a lista de coisas que eu estou tirando da minha rotina para que ela seja mais legal de viver.
Primeiro, a ideia de que quanto mais eu faço, mais digna eu sou. A gente aprende muito, é, de uma forma muito internalizada, assim, acho que quase racional, que o nosso valor tá diretamente associado à nossa produtividade. Mas adivinha? Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O nosso valor também não tá associado à quantidade de dinheiro que a gente ganha. Essa me pega muito porque eu ainda não me encontro satisfeita com a quantidade de dinheiro que eu ganho e acho que a gente como sociedade nunca tá satisfeito com a nossa qualidade de vida, com o nosso nosso qualidade de vida. Não, gente, qual que é o nome? Eu esqueci o nome, mas eu quero dizer que a gente sempre acha que a gente pode ter mais, né? A gente tá numa busca constante por elevar nosso patamar e ganhar mais dinheiro, enfim. Só que o nosso valor como ser humano não tá aí. E é difícil para mim elaborar isso, assim, tem semana que eu tô mais cansada e eu termino ela tendo produzido menos e eu fico me sentindo mal, sabe? Como se aquela semana não tivesse valido, como se como se eu fosse, é isso, uma pessoa que pior por não ter produzido. E eu tô tentando me lembrar disso. Eu não sou mais ou menos valiosa como pessoa se eu recebo mais ou menos dinheiro, se eu tenho um bom emprego, se eu tô desempregada, se eu fui a pessoa mais produtiva do mundo, enfim.
Outra coisa que eu quero tirar da minha rotina é falar sim para toda a oportunidade de trabalho. Tem uma relação com o tópico anterior, né? Também tem uma relação com o vídeo anterior sobre estarmos sempre cansadas. Vou deixar o link para ele aqui para você quiser ver. Mas então, o que acontece é que dinheiro é sempre bem-vindo, né? Tem um pouquinho a mais de dinheiro, não vai fazer mal. Só que a gente tem tempo e energia. Isso, isso da energia é importante, limitados. Por que que eu falo sobre a energia também? Porque às vezes você tem até tempo para fazer a coisa disponível na sua rotina, mas essa rotina já tá tão cheia e você já faz tanta coisa e você já se cansa tanto que quando chega naquele momento de fazer aquela coisa, você já não tem a energia necessária para ela, entendeu? Então não é só uma questão de tempo, é questão de respeitar a nossa humanidade também.
Terceira coisa que eu quero tirar da minha rotina é isso de estar constantemente no celular. Gente, pelo amor de Deus, que que aconteceu com a gente como sociedade? Onde que a gente falhou que a gente passa o dia com a cara enfiada nesse rádio, dessa tela? Não me entenda mal, eu sou muito fã de celular, eu sou fã de redes sociais, eu sou fã da praticidade que fazer as coisas com o celular traz, né? Tipo resolver coisa de banco, sei lá. Mas precisava chegar nesse ponto que tudo que a gente faz é com o celular na mão, que a gente sai andando pela casa com o celular no bolso. Eu não aguento mais. Tem dia que eu tô, sei lá, que eu tô mais cansada, que eu tô mais ansiosa, alguma coisa assim, que eu fico numa briga assim, que eu pego o celular, eu me sinto mal com estar olhando, sabe? Eu não me sinto mal, tipo, me punindo por estar pegando o celular, não é isso não, mas eu eu me sinto mal por excesso de conteúdo, excesso de estímulo e tal, e aí eu largo o celular e falo: "Não vou mais mexer". E aí dá 3 minutos eu tô mexendo de novo. A única forma de eu parar de mexer no celular é deixar o celular em outro cômodo. E é uma coisa que eu tenho de fato tentado fazer. Eu tenho tentado ficar um pouco mais longe dele para poder fazer outras coisas com meu tempo, direcionar minha atenção para outras coisas da minha vida.
Outra coisa que eu quero abrir mão é essa necessidade de certeza que a gente tem. Eu tô bem tranquila com o fato de não ter alcançado tudo que eu gostaria aos 30, porque quando a gente tem 20, a gente acha que aos 30 tem que tá tudo resolvido, né? Isso é assim, já tô bem em paz com isso, mas eu fico achando que aos 30 eu já tenho que ter tomado todas as decisões relevantes da minha vida. Já dei o exemplo da maternidade, né? É uma coisa que eu acho que eu tenho que resolver assim para ontem. Existe sim o fator relógio biológico, mas inclusive engravidar não é a única forma de maternar. Então não, não tem que estar resolvido para ontem. Eu fico achando que eu já tenho que decidir onde que eu quero morar pro resto da minha vida ou com o que que eu estarei trabalhando daqui há uma década, além do fato de que um tanto de coisa a minha volta vai mudar nas próximas décadas, porque quando eu tinha 20 anos nem se falava direito sobre inteligência artificial e hoje estamos aqui rodeados por isso, né? Então a gente já sabe que um tanto de coisa vai mudar nos próximos anos e décadas e séculos, sei lá. Mas além do mundo mudar, eu vou mudar pra caramba. minhas vontades vão mudar. Eu posso querer morar numa cidade do interior agora e depois morar numa litorânia e depois morar numa capital. E não faz sentido eu achar que isso tem que tá escrito em pedra desde agora, sabe? Eu tenho que preocupar com o que eu quero agora.
Junto a isso, eu tô tentando abrir mão dessa necessidade de organizar e sistematizar tudo o tempo todo. Eu já sei que sem organização e sem planejamento eu não vou muito longe, porque eu acabo sendo engolida por coisas que, tipo, por urgência, sabe? Coisas que eu posso fazer na hora. E eu esqueço dos meus objetivos de longo prazo. Então, eu já sei que o planejamento tem um lugar importante na minha vida, na na minha conquista de objetivos. Basicamente, eu preciso de organização para conseguir focar no que é importante para mim. Mas eu tô entendendo que tudo bem também em paralelo a isso, né, enquanto eu organizo coisas da minha vida, que algumas outras áreas estejam mais bagunçadinhas. E às vezes não bagunçadas, às vezes elas só estão fluindo do jeito delas, estão acontecendo de forma espontânea. E eu tô tentando aceitar isso mais, não me frustrar por não conseguir organizar a minha vida inteira, porque eu já não consigo organizar a vida inteira, né? Obviamente, o que eu tô tentando abrir mão é de da frustração que eu sinto comigo mesma por estar desorganizada, entendeu? Tô tentando desapegar também dessa pressão pela rotina perfeita e e o mais funcional possível.
Se você já assistiu vlogs aqui do canal, você deve saber que eu tava numa pira assim de que eu precisava muito conseguir acordar mais cedo, que tem dificuldade de acordar cedo. E eu me peguei numa pressão de sempre querer ter a melhor noite de sono de todas. Eu, hein, que cobrança. Inclusive, teve um comentário num vídeo aqui que falou sobre isso e e eu fiquei muito pensativa. Pessoa falou: "Eu tinha como meta acordar mais cedo também, mas isso estava me afetando muito mentalmente e não consigo dormir antes das 23 horas. Depois que foquei em pelo menos dormir 8 horas, fiquei bem melhor." Depois que eu li esse comentário, eu fiquei nessa assim, gente, realmente essa cobrança tá me fazendo mal. Era um negócio que era para me fazer bem, né? Dormir bem. Mas eu tava me cobrando tanto por ter a noite de sono perfeita e fazer a região de sono perfeito e acordar no horário exatamente que que eu me propus, que aquilo ali começou a ficar me afetar de forma negativa. Não faz sentido isso.
Outro exemplo é exercício físico. Na maioria das vezes que eu vou pra academia, o meu treino ele é apenas OK. também já me frustrei bastante por isso. Essa tá até uma questão um pouco mais evoluída na minha cabeça, mas tinha momentos que eu ia para a academia e eu achava que aquele tempo tinha que ser o melhor aproveitado possível, sabe? Eu terminava o treino, quando ele não ia tão bem, né? Não tinha uma performance tão impecável, eu terminava me sentindo mal comigo mesma. Mas hoje eu já entendi ou estou em processo de entender que às vezes é mais importante a gente ir, manter a constância do que entregar um treino perfeito toda vez, porque dá o seu máximo o tempo inteiro cansa.
Para finalizar essa lista, eu tô tentando abrir mão também dessa cobrança de estar sempre bem. Talvez isso também tenha a ver com dar seu máximo sempre, com ter a melhor performance. Acho que isso tá tudo meio relacionado. Eu já falei aqui no canal que eu tenho diagnóstico de depressão, né? E aí, desde que eu comecei o tratamento, eu percebo que eu me frustro muito quando eu tenho um dia ruim. Eu penso que era para eu tá melhorando o desgrama, entendeu? Porque eu tô em tratamento, porque eu tomo remédios e tal. Eu me cobro por estar sempre bem, mesmo que o meu dia tenha sido ruim ou que algo esteja me estressando, que algo esteja me preocupando, eu fico achando que eu tenho que melhorar rápido, superar. Na teoria, eu sei que não existe uma vida sem sentimentos ruins. E o que eu tenho tentado fazer é aquilo que eu falei sobre olhar mais pras minhas necessidades. Eu tô tentando entender os sentimentos ruins como uma necessidade que o meu corpo ou que minha mente tem diante de uma situação ruim, como se minha cabeça precisasse, sei lá, passar pelos sentimentos ruins para processar aquela situação ruim que aconteceu. E, curiosamente, desde que eu comecei a pensar assim, eu acho que eu tenho me recuperado mais rápido, ou pelo menos de forma mais leve, de momentos ruins, justamente porque eu não tô alimentando aqueles sentimentos com ainda a cobrança por cima, sabe? Mas ainda é um exercício, eu tenho muita dificuldade de fazer isso.
Mas como nem tudo é negativo nessa vida, a gente tem aqui sim as coisas que eu gostaria de manter na minha rotina, coisas que eu já faço e quero continuar fazendo. E eu tô aqui para me lembrar que elas são importantes para mim. Nessa lista tem coisas que eu já tenho exercitado fazer mais, pelo menos nos últimos meses assim, mas algumas já tem anos. Coisas que já estão incorporadas no meu dia a dia, mas que às vezes o mundo, o nosso contexto, o nosso sistema quer fazer a gente esquecer que essas coisas são importantes. Ou seja, se eu quiser manter essas coisas na minha vida, eu tenho que prestar atenção para não desviar do caminho, entendeu?
Primeira coisa que eu quero manter na minha rotina é a minha capacidade e disponibilidade para ouvir o meu corpo, entender quando eu tô cansada, quando eu tô disposta, quando eu preciso descansar, quando eu preciso dormir, quando eu preciso sair das telas, quando eu preciso parar de trabalhar, entender, inclusive que vai ter dia que mesmo eu tendo planejado ir pra academia, eu não vou porque eu tô muito cansada. E isso não tem a ver com abraçar a preguiça, porque já aconteceu algumas vezes de eu estar deitadinha no sofá depois de um dia de trabalho, estar com preguiça de ir na academia, mas ir mesmo assim porque eu sei que isso é importante pro meu corpo e porque naquele dia eu tô disposta ou meu cansaço é só mental, não é físico, então eu vou mesmo assim. Então não é só para ser preguiçosa, é realmente esse exercício de tentar entender o que que é importante pro nosso corpo, pra nossa cabeça, pra gente não se forçar demais, sabe? O mundo já cobra demais da gente, a gente tem que tentar ficar mais em mais em paz assim dentro da nossa cabeça.
Outra coisa que eu quero manter é a minha capacidade de priorizar o descanso, que é uma coisa que eu adquiri há há bem pouco tempo. Eu já fui a pessoa que não podia ver um tempo livre, que dava um jeito de ocupar ele com alguma coisa, com um projeto paralelo, como um hobby diferente. Mas hoje eu entendo que eu não preciso estar fazendo coisas o tempo inteiro. Fazer nada é ótimo, não é perda de tempo. Faz um bem danado pra cabeça.
Outra coisa que eu quero manter na minha rotina, talvez aqui diretamente associada à questão que a gente falou do celular, né, de ficar muito tempo no celular, é essa questão de da prioridade para conteúdos longos, que é uma coisa que eu já tenho feito também. Eu amo consumir conteúdo no YouTube e em newsletter também, que são conteúdos um pouco mais aprofundados, né? Eu não tô falando aqui de conteúdos densos e, sei lá, educativos. Eu também não acho que todo conteúdo que a gente consome tem que ser educativo e agregar super na nossa vida. Não, eu não quero que o meu consumo seja só produtivo, mas consumir conteúdos longos em comparação a conteúdos curtos, né, me faz bem porque me faz refletir mais sobre as ideias. Quando eu vejo um conteúdo longo, parece que eu consigo relacionar mais aquelas coisas da minha vida, pensar mais em como aquilo se aplica a mim ou então entender que a outra pessoa pensou diferente de mim e refletir sobre isso. Eu consigo inclusive absorver mais aquele conteúdo para depois conversar sobre isso com alguém, sei lá. sinal falei de YouTube e newsletter, mas a coisa que eu mais consumo é com certeza podcast. Esqueci de falar de podcast. E essa parte de reflexão, eu considero ela muito importante porque pensa em conteúdos rápidos. Às vezes a gente até vê um vídeo interessante no Instagram, no TikTok, uma coisa que a gente acha legal, só que imediatamente depois de assistir aquele vídeo a gente passa pro próximo e aí nos próximos 30 minutos a gente já viu, sei lá, 50, 60 vídeos. E não tem como você absorver o conteúdo desse tanto de coisa, desse tanto de vídeo. Então você inclusive esquece daquele vídeo legal que você viu. Ele não vira pauta de assunto, ele não vira uma coisa para você refletir, ele não não vira nada, ele sumiu. Então eu tenho gostado de priorizar conteúdos mais longos. Já tem um tempo também que eu que eu tô fazendo isso, que eu parei de acessar tanto o Instagram e tal. A questão do foco ainda tá em treinamento, porque o o conteúdo longo ele exige mais foco e não é sempre que eu tenho. Tô treinando isso, mas uma hora a gente chega lá.
Outra coisa que eu quero manter na minha vida é a ideia de que disciplina sem amor é punição. Já falei sobre isso aqui em outro vídeo também, mas basicamente eu vi um vídeo de uma pessoa gringa falando dessa ideia de que quando a gente faz alguma coisa só porque a gente precisa fazer, porque sim, porque é a nossa obrigação, é como se a gente tivesse se castigando, sabe? E é importante a gente pensar mais no nosso objetivo com as coisas que a gente faz para que o processo seja mais gentil com a gente. Eu vou dar o mesmo exemplo que eu dei no outro vídeo, desculpa se você assistiu o outro também, tá? Mas é porque eu acho ele um bom exemplo que é a questão de exercício físico. Se a gente fala que a gente vai pra academia porque a gente precisa emagrecer, porque a gente não pode ser preguiçoso, porque sei lá, insira aqui outra coisa que fazem acreditar que são importantes, a gente enxerga aquilo como punição. Aí quando a gente tá cansado, a gente fala: "Eu mereço não ir, eu mereço me dar esse descanso." O não ir vira uma recompensa. Tá vendo como ir pra academia vira uma coisa dolorosa? Mas se a gente pensa na ida para a academia como algo que a gente tá fazendo, porque é importante pra gente, porque melhora o nosso humor, porque melhora o nosso condicionamento, porque vai ser bom para a nossa velice, a gente acaba olhando com mais carinho para aquilo e aquilo fica menos sofrido de ser feito. E eu tô tentando aplicar isso. Eu já consigo aplicar isso em algumas coisas da minha vida, por exemplo, exercício físico, mas eu quero manter e expandir esse pensamento na minha vida de fazer mais coisas porque elas são importantes para mim, não porque é minha obrigação e pronto.
Sabe o que que eu quero manter também? essa priorização do sono. Como eu disse, eu já tive essa ideia na cabeça de que dormir era perda de tempo. Teve épocas da minha fase jovem adulta que eu dormia 5, 6 horas por noite todas as noites. E eu achava ótimo porque eu pensava que eu tinha coisas mais importantes para fazer da minha vida. Agora eu entendo que sono é essencial. Ele faz parte da nossa condição como ser humano. Sem sono, a gente não metaboliza direito as coisas. A gente não raciocina direito, fica mais estressado, perde o foco e aí trabalhar fica ainda mais difícil do que já é. Acho ótimo. Priorizar o sono, entender que sono é importante, achar bom quando tem uma boa e longa noite de sono. Quero manter isso na minha rotina.
Sabe outra coisa que eu acho importante de manter em mente, enquanto a gente tá vivendo o nosso dia a dia? Que tá tudo bem a gente ser mediano em algumas coisas. Esse pensamento eu tenho desenvolvido há algum tempo e eu juro que que me dá um orgulho de mim mesma. Eu falei que eu quero perder essa ideia de que minha rotina precisa ser o mais eficiente e funcional possível. E eu acho que a organização da rotina é a única área da minha vida que eu ainda não aceito ser mediana. Eu preciso trabalhar isso. Então, toma um segredo para você. Você não precisa dar sempre o seu melhor. Você não precisa ser melhor do que você de ontem. Que tem muita gente da do mundo da produtividade que fala isso também, né? Você tem que focar em ser melhor, 1% melhor todos os dias. Não, não precisa. Essa ideia é uma das coisas que leva a gente ao esgotamento, porque você sempre pode mais e mais e mais e mais. Não, não. Tem hora que a gente só quer ser. É importante fazer as coisas bem feitas. É, não tô falando que não é. É importante a gente ser bom amigo, um bom parceiro de vida, um bom funcionário pra empresa que a gente trabalha, mas você não precisa ser a melhor pessoa de todas os dias.
Um exemplo, a minha tarefa de dobrar roupas. Essa tarefa minha sombra. O que acontece? Tem dia que eu dobro a roupa com o maior cuidado do mundo, o lençol de elástico fica bonitinho, as camisetas estão todas dobradinhas do mesmo tamanho, sabe? Levo horas para fazer isso, mas tem dia, a depender da minha rotina, a depender da minha paciência, depender da minha disponibilidade mental, o que for, que o lençol de elástico é só um bolô enfiado dentro do armário e tá tudo ótimo. Eu me esforço muito para não cobrar o melhor desempenho possível o tempo inteiro, porque é isso, a gente sempre pode melhorar um pouquinho. Então, se a gente ficar constantemente se cobrando por estar melhor do que ontem, a cobrança não vai acabar nunca, porque a gente sempre pode melhorar, não tem limite. Aí a gente nunca vai estar em paz. A busca aqui é por uma vida mais leve, mais divertida e mais agradável de viver dentro das nossas condições e mais alinhada também com o que a gente realmente precisa e não com o que a gente foi ensinado que a gente precisa buscar.
Se esse vídeo te fez refletir de alguma forma sobre sua rotina, me conta. Se tem algo que você se identifica que é difícil para você ou que você já incorporou ou se tem alguma coisa que eu tenho dificuldade e você já sabe fazer, porque eu aceito dicas. A sua experiência pode não só me ajudar, como inspirar outras pessoas nos comentários também. Por favor, não se esqueça também de se inscrever nesse vídeo, ó. Por favor, não se esqueça também de curtir esse vídeo, se inscrever no canal, porque isso são as é as coisas que o YouTube usa, as informações que o YouTube usa para entender que esse conteúdo é relevante, que ele faz sentido para as pessoas, que ele fez sentido para você para te entregar mais conteúdos parecidos com esse meu de outros criadores. E aí você ajuda também o meu conteúdo a chegar em mais pessoas. Então, muito obrigada. É isso. Beijo. Tchau.